08/03/2025 | Por: Conecta Parauapebas e Região
Azeite de oliva, café e carne são alguns dos alimentos que terão alíquota zerada
O governo federal, por meio do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou nesta quinta-feira (6) medidas baixar o preço de alimentos, incluindo zerar a alíquota de importação da carne.
O pacote inclui diversas ações. Entre elas, zerar a tarifa de importação de alimentos como carne, café, açúcar, milho e azeite de oliva.
Para a economista Rita Mundim da Itatiaia, prevaleceu o bom senso nas medidas anunciadas nesta quinta (6), para conter a escalada dos alimentos.
‘As medidas anunciadas, ainda bem, vão na direção contrária àquela que foi proposta pelo PSOL, da criação de um imposto mínimo de 5% na exportação de produtos brasileiros in natura e semi-elaborados. Pelo contrário, o Brasil anunciou medidas para baratear o preço dos importados e onde que a gente faz isso, cortando as tarifas’, destaca Mundim.
Veja exemplos dos alimentos com alíquota zerada:
Carne: tarifa de 10,8% será zerada.
Café: tarifa de 9% será zerada.
Açúcar: tarifa de 14% será zerada.
Milho: tarifa de 7,2% será zerada.
Óleo de girassol: tarifa de 9% será zerada.
Azeite de oliva: tarifa de 9% será zerada.
Sardinha: tarifa de 32% será zerada.
Massas: tarifa de 14% será zerada.
Biscoitos: tarifa de 16,2% será zerada.
Além do fim da tarifa de importação, Alckmin (PSB) também anunciou medidas envolvem o Plano Safra e a expectativa de produção da Conab, na tentativa de fazer com que que a pequena produção chegue à ponta final do consumidor.
‘Portanto, as medidas vieram na direção certa, sem mexer no nosso agronegócio - no sentido de tornar os produtos brasileiros menos competitivos no mercado internacional. Dessa vez, para o momento que nós estamos vivendo, as medidas foram acertadas’, pontua Mundim.
Para o presidente da FAEMG Senar, Antônio de Salvo, a medida não deve baixar os preços do alimentos.
‘As medidas anunciadas pelo governo federal, diminuindo as alíquotas de importação de alguns alimentos, certamente não vai obter o resultado necessário. O que nós precisamos é um governo central que gaste menos do que a arrecada. Aí sim, vamos ter menos inflação e o maior poder aquisitivo do povo brasileiro’, afirma à Itatiai.
Informações: Itatiaia
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