17/10/2025 | Por: Conecta Parauapebas e Região
A reação à operação policial realizada na base da Guarda Municipal de Parauapebas (GMP) continua a repercutir entre entidades representativas da segurança pública. Diversos sindicatos e associações emitiram notas oficiais repudiando a ação de policiais militares comandados pelo tenente Karpjianne, que resultou na condução algemada de guardas municipais, incluindo o comandante-geral da corporação.
O Sindicato dos Guardas Municipais de Marabá (SINDGUARDAS) classificou o episódio como arbitrário e incompatível com a ética e a integração entre as forças de segurança do Estado. Segundo a nota, a ação ocorreu “de forma arbitrária, com invasão da base da GMP e condução indevida de agentes e do comandante”.
A entidade enfatizou que o posicionamento não se trata de um ataque à Polícia Militar do Pará, instituição reconhecida por sua relevância, mas sim à conduta isolada de alguns militares que “não reflete o perfil da grande maioria dos policiais do Estado”.
O SINDGUARDAS destacou ainda que a atitude viola a autonomia institucional da Guarda Municipal e compromete o respeito entre as corporações.
Também se manifestou o SIGMEP-TO (Sindicato Interestadual de Guardas Municipais e Entidades de Proteção), que declarou solidariedade irrestrita aos guardas de Parauapebas e defendeu a atuação constitucional das Guardas Municipais em todo o país.
Além das notas, lideranças locais lamentaram a falta de posicionamento firme do secretário de Segurança Pública do município no episódio. Para guardas que acompanharam o caso, era esperada uma defesa mais contundente da corporação diante do ocorrido.
O caso ganhou maior repercussão com a presença do GCM Eliel Miranda, de São Paulo, que visitava a sede da GMP no momento em que as entidades nacionais começaram a emitir notas de apoio.
As manifestações reforçam o apelo por respeito institucional, cooperação entre as forças e apuração dos excessos cometidos durante a operação.
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.