Sábado , 13 Jun de 2026

Falta de energia e escuridão em Parauapebas e Canaã dos Carajás: um problema alarmante

30/09/2025 | Por: Conecta Parauapebas e Região

Falta de energia e escuridão em Parauapebas e Canaã dos Carajás: um problema alarmante

A realidade vivida pela população de Parauapebas e Canaã dos Carajás tornou-se insustentável. A cada semana, multiplicam-se os relatos de quedas de energia e falhas na iluminação pública, transformando a vida dos moradores em um verdadeiro cenário de abandono.


Segundo levantamentos comunitários, em alguns bairros a energia chega a cair de 2 a 4 vezes por semana, e em determinadas localidades, os apagões chegam a durar várias horas. Isso significa que milhares de famílias passam noites inteiras no calor sufocante, sem ventilador ou ar-condicionado, situação extremamente perigosa para crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde.


Outro dado alarmante é o impacto econômico. Estima-se que o comércio local perde milhões de reais mensalmente, especialmente supermercados, açougues, lanchonetes e outros setores que dependem de energia constante para conservar alimentos. Produtos perecíveis são descartados diariamente, gerando prejuízos irreparáveis e aumentando o custo de vida da população.


No campo da saúde, as consequências são ainda mais graves: pacientes que dependem de medicamentos refrigerados ficam em risco a cada queda de energia. A situação beira a negligência, uma vez que se trata de vidas humanas.


E se a falta de energia já causa revolta, a escuridão das ruas aumenta o sentimento de insegurança. Em Parauapebas, avenidas como a Faruk Salmen e áreas próximas à Escola Estadual Janelas Para o Mundo permanecem frequentemente às escuras. Mesmo quando novas lâmpadas são instaladas, em menos de uma semana voltam a queimar. A pergunta que ecoa entre os moradores é: onde está a Secretaria Municipal de Urbanismo (Semurb), responsável pela manutenção da iluminação pública?


A empresa Equatorial, responsável pelo fornecimento de energia, alega esforços, mas a verdade é que há anos o problema se repete, sem uma solução definitiva. Enquanto isso, autoridades municipais e estaduais parecem assistir de braços cruzados.


O quadro é alarmante: noites de terror, insegurança crescente, prejuízos milionários e vidas em risco. A população não aguenta mais paliativos nem promessas vazias. Energia e iluminação não são luxo, são direitos básicos. O povo clama por providências imediatas.

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