09/08/2025 | Por: Conecta Parauapebas e Região
Foto/divulgação
Redação: Auri Rodrigues
Brasília – Nesta semana, parlamentares da oposição protagonizaram um ato simbólico e pacífico ao ocupar as Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A ação teve como objetivo pressionar as presidências das duas Casas a votarem temas considerados urgentes e de interesse direto da população, como a anistia aos investigados pelos atos de 8 de janeiro, a instalação da CPI do Abuso de Autoridade e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) acusados de extrapolar suas funções, como Alexandre de Moraes.
O protesto, prática já recorrente na história política brasileira, foi alvo de críticas do Partido dos Trabalhadores (PT), que chegou a defender a suspensão de mandatos de participantes. Para a oposição, a reação é marcada por “hipocrisia e seletividade”, uma vez que, em 2017, parlamentares petistas e aliados também ocuparam a Mesa em defesa de “Lula Livre”, sem sofrer qualquer punição.
Outro ponto destacado pelos oposicionistas é a postura do PSOL. O deputado Guilherme Boulos, conhecido por liderar ocupações de propriedades, defendeu a suspensão de parlamentares envolvidos no ato. “Vivemos para ver o PSOL contra ocupações”, ironizaram líderes da oposição, ressaltando que o movimento desta semana ocorreu sem qualquer ato de violência.
Críticas também foram direcionadas à falta de punição para excessos cometidos por aliados do governo, como a agressão física da deputada Camila Jara (PT-MG) contra Nikolas Ferreira (PL-MG), além de casos de corrupção que, segundo opositores, foram abafados, como as denúncias contra o deputado André Janones (Avante-MG).
No campo prático, a mobilização resultou em avanços: na Câmara, foi construída maioria para pautar o fim do foro privilegiado e a anistia aos investigados; no Senado, 41 parlamentares manifestaram apoio ao impeachment de Alexandre de Moraes. Agora, a decisão de dar andamento às matérias está nas mãos dos presidentes Hugo Motta e Davi Alcolumbre.
Segundo a oposição, a iniciativa foi também uma defesa da separação de Poderes e da soberania popular. “O Parlamento existe para servir ao povo, não para se ajoelhar diante de abusos ou interesses menores. Cabe ao Congresso ser a voz e a vontade do povo brasileiro”, afirmaram líderes do movimento.
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