06/08/2025 | Por: Conecta Parauapebas e Região
Foto/divulgação
Redação: AURI RODRIGUES
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta terça-feira (5), durante reunião do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), no Palácio do Planalto, que seu principal desafio neste terceiro mandato como chefe do Executivo é “fazer mais pelo país”. Para isso, afirmou com ênfase que pretende ser “cada vez mais esquerdista e mais socialista”.
A fala causou forte repercussão no cenário político nacional, sobretudo por ocorrer em meio a uma crescente tensão entre os Poderes e críticas quanto à condução econômica e institucional do governo.
“Se nos dois primeiros mandatos a gente já teve conquistas sociais importantes, agora o desafio é fazer mais. E pra isso, eu vou ser cada vez mais esquerdista, mais socialista, mais comprometido com os que mais precisam”, declarou Lula diante de membros do Consea e ministros presentes.
O presidente também destacou iniciativas do governo voltadas à segurança alimentar, combate à fome e ampliação de políticas sociais, afirmando que o Brasil “não pode mais retroceder” nesse campo. Ele reiterou que seu governo buscará fortalecer o papel do Estado na garantia de direitos básicos da população.
Reação da oposição
A oposição reagiu prontamente às declarações. Parlamentares de partidos de direita e centro-direita classificaram o discurso como radical e acusaram o presidente de afrontar os princípios democráticos e econômicos, ao sinalizar uma guinada mais acentuada à esquerda.
“Essa fala revela a verdadeira intenção do governo: aparelhar o Estado, sufocar a liberdade econômica e repetir o fracasso de modelos autoritários que já vimos em outros países da América Latina”, disse o senador Eduardo Leite (PP-RS).
As palavras de Lula também foram usadas por setores conservadores como argumento para reforçar a necessidade de frear projetos ligados ao governo no Congresso Nacional, especialmente em áreas como regulação da mídia, reforma tributária e controle das redes sociais.
Contexto
O discurso acontece em um momento sensível para o governo federal, que enfrenta:
Pressões internacionais por conta de tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil;
Críticas crescentes pela gestão econômica e falta de respostas concretas a problemas estruturais;
Um cenário político turbulento, com protestos, pedidos de impeachment de ministros do STF e ocupações no Congresso por parte da oposição.
A declaração do presidente reforça seu alinhamento com a base mais ideológica do PT, mas também pode acirrar os ânimos em um país politicamente polarizado e economicamente pressionado.

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