04/08/2025 | Por: Conecta Parauapebas e Região
Foto/divulgação
O último fim de semana foi marcado por uma série de manifestações em diversas cidades do Brasil, com milhares de pessoas indo às ruas em protesto contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Os atos foram convocados pelo pastor Silas Malafaia e tiveram como principais pautas o impeachment do ministro e a cobrança ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, para que coloque em votação o Projeto de Lei da Anistia.

Belo Horizonte
As manifestações aconteceram dias após os Estados Unidos aplicarem sanções ao ministro Moraes com base na Lei Magnitsky — legislação que penaliza indivíduos acusados de corrupção e violações de direitos humanos. A medida repercutiu fortemente no cenário político nacional e intensificou os pedidos por responsabilização do ministro.

Belém do Pará
Segundo levantamento divulgado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), 34 dos 81 senadores já se posicionaram favoravelmente à abertura do processo de impeachment contra Alexandre de Moraes. O número se aproxima dos 41 votos necessários para o avanço da pauta no Senado. No entanto, a decisão depende diretamente do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que até o momento é contrário à proposta.
Tanto Alcolumbre quanto o presidente da Câmara, Hugo Mota (Republicanos-PB), têm enfrentado forte pressão popular e política. Recentemente, ambos viram seus nomes envolvidos em investigações da Polícia Federal que atingem pessoas próximas a seus gabinetes, o que tem aumentado o desgaste e dificultado a tramitação de temas considerados sensíveis.
Outro destaque dos atos foi a ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro, impedido judicialmente de sair de casa nos fins de semana. Bolsonaro participou de forma remota, por meio de um vídeo enviado aos organizadores, mas sem fazer declarações públicas. Entre os governadores alinhados ao ex-presidente, apenas Jorginho Mello (PL-SC) esteve presente nas manifestações.
As mobilizações reacenderam o debate sobre os limites da atuação do Judiciário e o papel das instituições democráticas em meio à polarização política que ainda marca o país.
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