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O TREM PAROU: MST OCUPA ESTRADA DE FERRO CARAJÁS EM PARAUAPEBAS PARA EXIGIR REFORMA AGRÁRIA E ENFRENTAR A CRISE AMBIENTAL

22/05/2025 | Por: Conecta Parauapebas e Região

O TREM PAROU: MST OCUPA ESTRADA DE FERRO CARAJÁS EM PARAUAPEBAS PARA EXIGIR REFORMA AGRÁRIA E ENFRENTAR A CRISE AMBIENTAL

Foto/divulgação

Parauapebas (PA), 22 de maio de 2025 – Mais de 6 mil trabalhadores e trabalhadoras rurais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, desde as 5h da manhã desta quinta-feira, o KM 08 da Estrada de Ferro Carajás, no trecho conhecido como “Estrada Três Voltas”, em Parauapebas, sudeste do Pará.


A mobilização marca o início da Jornada de Lutas por Reforma Agrária Popular, e denuncia os graves impactos ambientais causados pela mineradora Vale e pelo avanço do latifúndio na região. Segundo o MST, a ocupação da ferrovia – utilizada diariamente para o transporte de minério de ferro – é uma ação direta para chamar a atenção da sociedade e do poder público sobre o descaso com a pauta da Reforma Agrária e com a crise ambiental.


 “Cansamos de esperar. Depois de cinco meses de trégua e acordos firmados com o Governo Federal, o INCRA e a empresa Vale, as famílias Sem Terra ainda não tiveram suas demandas atendidas”, afirmou um dos representantes do movimento.


Entre as principais reivindicações estão o assentamento imediato das famílias acampadas, a regularização fundiária de áreas ocupadas, o fortalecimento da produção de alimentos saudáveis e a responsabilização das empresas pelos danos ambientais na região amazônica.


O MST responsabiliza diretamente a empresa Vale e os grandes proprietários de terra pelos danos causados ao meio ambiente e à vida dos povos do campo. A estrada de ferro Carajás, operada pela mineradora, é uma das principais vias de escoamento da produção mineral brasileira e símbolo da exploração desenfreada dos recursos naturais da Amazônia.


A ação também denuncia o modelo de desenvolvimento baseado na mineração e no agronegócio, que, segundo o movimento, exclui populações tradicionais e viola direitos humanos.


Sob o lema “Lutar, Construir Reforma Agrária Popular!”, o movimento promete manter a ocupação até que haja respostas concretas às suas pautas.


Imagens da mobilização estão sendo divulgadas pelas redes oficiais do MST e mostram a presença massiva de trabalhadores rurais, faixas, barracas e atividades organizadas ao longo da ferrovia.

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