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Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar a ex-PM preso por atos do 8 de janeiro; oposição comemora decisão

12/04/2025 | Por: Conecta Parauapebas e Região

Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar a ex-PM preso por atos do 8 de janeiro; oposição comemora decisão

Foto: Fellipe Sampaio /STF

 Por: AURI RODRIGUES 


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a soltura do ex-policial militar Marco Alexandre Machado de Araujo, preso há dois anos por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A decisão, proferida na última sexta-feira (11), determina que Araujo deixe o Complexo Penitenciário da Papuda para cumprir prisão domiciliar.


A medida foi celebrada por membros da oposição, que enxergam na decisão uma resposta à pressão exercida contra o STF e ao avanço do Projeto de Lei da Anistia, que visa beneficiar os detidos por envolvimento nas manifestações que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.


O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara, destacou a importância da decisão e afirmou que ela representa um avanço na luta pela liberdade dos demais detidos. “Temos muito trabalho pela frente. Mas nossa pressão está surtindo efeito. Seguiremos firmes na luta pela liberdade dos demais presos e anistia a todos os perseguidos e exilados políticos do Brasil", declarou o parlamentar.


Em nota oficial, a oposição classificou a liberação de Araujo e de outros acusados como “uma importante vitória contra os abusos e arbitrariedades promovidos nas prisões decorrentes dos atos de 8 de Janeiro”.


Ao longo da semana, Zucco encaminhou um ofício ao ministro Alexandre de Moraes solicitando uma “análise humanitária urgente” dos casos dos presos, com revisão das penas impostas. O documento reforça o argumento de que muitos dos detidos enfrentam punições desproporcionais diante dos atos cometidos.


Além de Marco Alexandre, também foram beneficiados com alvarás de soltura Cláudio Mendes dos Santos e Ramiro Alves da Rocha Cruz Junior, ambos investigados por envolvimento nos eventos do 8 de janeiro.


A decisão reacende o debate sobre o tratamento jurídico dos envolvidos e a proposta de anistia, que segue sendo discutida no Congresso Nacional em meio a intensas disputas políticas e judiciais.

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