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Ednaldo Rodrigues é reeleito presidente da CBF para mais cinco anos após desistência de Ronaldo

24/03/2025 | Por: Conecta Parauapebas e Região

Ednaldo Rodrigues é reeleito presidente da CBF para mais cinco anos após desistência de Ronaldo

Ednaldo Rodrigues comanda a entidade desde 2021

Na segunda-feira, 24 de março de 2025, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou a reeleição de Ednaldo Rodrigues para a presidência da entidade pelos próximos cinco anos. Ele ocupa o cargo desde 2021 e foi reeleito sem concorrência, após a desistência de Ronaldo, ex-jogador, no início deste mês.


Ronaldo anunciou sua retirada da disputa em 12 de março de 2025, através das redes sociais, explicando que não conseguiu obter o apoio necessário para formalizar sua candidatura. O ex-atleta informou que foi rejeitado por 23 das 27 federações estaduais que procurou. O regulamento da CBF exige o apoio formal de, no mínimo, quatro federações estaduais e quatro clubes para que uma candidatura seja validada.


A eleição, realizada na sede da CBF no Rio de Janeiro, aconteceu sem surpresas. Ednaldo Rodrigues contou com o apoio de todas as 27 federações estaduais do Brasil, além de 26 clubes das divisões principais do futebol nacional — 13 da Série A e 13 da Série B. A chapa vencedora, intitulada "Por um Futebol Mais Inclusivo e Sem Discriminação de Qualquer Natureza", elegeu também oito vice-presidentes: Ricardo Nonato Macedo de Lima, Reinaldo Rocha Carneiro Bastos, Gustavo Oliveira Vieira, Gustavo Dias Henrique, Ednailson Leite Rozenha, Antônio Roberto Rodrigues Góes da Silva, Leomar de Melo Quintanilha e Rubens Renato Angelotti.


Ednaldo Rodrigues, que se tornou o primeiro presidente negro e nordestino da CBF, enfrentou desafios durante seu mandato, especialmente com disputas legais e oscilações no desempenho da seleção brasileira. Em dezembro de 2023, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinou seu afastamento, ao invalidar um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) que havia possibilitado sua eleição. Contudo, em janeiro de 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconduziu Rodrigues ao cargo.


Durante sua gestão, a seleção brasileira acumulou 25 vitórias, 12 empates e 7 derrotas, com um aproveitamento de 66%. O time passou por quatro treinadores diferentes nesse período: Tite, Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior.

Alguns dos principais acontecimentos durante seu mandato incluem a não contratação do renomado técnico Carlo Ancelotti, a ausência da seleção nos Jogos Olímpicos de Paris e o compromisso com uma gestão mais transparente, o apoio à liga nacional e o combate à discriminação no futebol.


A CBF carrega um histórico recente de escândalos de corrupção. Ricardo Teixeira, presidente da entidade por mais de 20 anos, teve seu nome associado à conquista de duas Copas do Mundo (1994 e 2002), mas foi banido pela FIFA em 2019, após ser acusado de receber propinas de quase US$ 8 milhões. José Maria Marin, sucessor de Teixeira, foi preso pelo FBI em 2015, no caso "Fifagate", enquanto Marco Polo Del Nero, presidente entre 2015 e 2017, também foi banido pela FIFA por envolvimento em práticas corruptas.


A reeleição de Ednaldo Rodrigues reflete, assim, um momento de continuidade na liderança da CBF, mas também ocorre em um contexto de desafios e promessas de mudanças para melhorar a gestão e a imagem do futebol brasileiro.

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