30/04/2025 | Por: Conecta Parauapebas e Região
Ancelotti diz sim, mas em poucos dias diz não | Divulgação/Real Madrid
A busca da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por um novo comandante para a Seleção Brasileira ganhou mais um capítulo inesperado. Quando tudo indicava que Carlo Ancelotti, multicampeão europeu, enfim desembarcaria no Brasil para assumir o posto de técnico, uma reviravolta surpreendente mudou o rumo da história. O treinador italiano recusou novamente o convite da CBF, optando por ouvir uma proposta milionária do futebol saudita.
De acordo com os jornais espanhóis Marca e AS, Ancelotti teria sido seduzido por uma oferta de cerca de 50 milhões de euros anuais (aproximadamente R$ 321 milhões) de um clube da Arábia Saudita, cujo nome ainda não foi revelado. O valor é muito superior aos 8 milhões de euros por ano (cerca de R$ 50 milhões) oferecidos pela CBF desde o início das negociações, ainda em 2023.
Além da diferença financeira, o cronograma também foi um obstáculo. A CBF desejava que o técnico já estivesse à frente da equipe na próxima Data Fifa, entre 2 e 10 de junho, com a convocação para os jogos contra Equador e Paraguai prevista para 26 de maio. No entanto, Ancelotti deixou claro que só poderia assumir novas funções após o Mundial de Clubes da Fifa, que será realizado entre junho e julho.
O treinador se reuniu pessoalmente, em Londres, com representantes brasileiros e, segundo o Marca, chegou a ligar diretamente para Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, para agradecer o interesse e comunicar sua decisão de recuar.
Apesar de ter contrato com o Real Madrid até 2026, a permanência de Ancelotti na capital espanhola é tida como improvável após uma temporada instável. O nome de Xabi Alonso, que comanda o Bayer Leverkusen, já é cogitado como possível substituto no clube merengue.
Com o "não" definitivo de Ancelotti, a CBF volta os olhos para seu plano B: Jorge Jesus. Atual técnico do Al-Hilal, da Arábia Saudita, o português mantém boa relação com os dirigentes brasileiros e já demonstrou interesse em comandar a Seleção. No entanto, assim como no caso de Ancelotti, sua liberação imediata é incerta, devido à participação do clube saudita no Mundial de Clubes.
O episódio serve como um lembrete de que, no futebol, até os acordos mais encaminhados podem desmoronar diante de interesses maiores. E assim, a procura por um novo técnico para a Seleção Brasileira continua — com mais dúvidas do que certezas.
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